slowblogging (?!) slowbloggers…

Entrevista lerda com Barbara Ganley

– Dia 2: a beleza da internet é a sua conexão, o seu alcance, a sua abertura

Mas, afinal, o que é essa tal dessa “entrevista lerda”? Entenda aqui!

Leia a primeira parte desta entrevista aqui.

Editor do UOL Tabloide: A idéia de slowblogging destoa da internet, que é uma mídia muito rápida, não?

Barbara Ganley: A internet é o que fazemos dela e como a usamos. Quando você apertar o botão “enviar”, ele é, sem dúvida, extremamente rápido (se tiver uma conexão de alta velocidade) e a avalanche de informações abrangentes sobre nós nos faz sentir como se nós, também, devessemos ser rápidos sobre o envio, ou as nossas novidades envelhecerão. O slow blogging tem uma abordagem diferente: que a beleza da internet é a sua conexão, o seu alcance, a sua abertura. Nós não precisamos chegar a muitas pessoas ou escrever rapidamente as nossas reflexões – podemos fazer isso com o Twitter e outras ferramentas de redes sociais. A internet dá-nos espaço e ferramentas para ambos.

Escrito por Editor do UOL Tabloide às 16h37

Entrevista lerda com Todd Sieling – Dia 2: “nós não dirigimos carros o mais rápido possível em todas as situações”
Mas, afinal, o que é essa tal dessa “entrevista lerda”? Entenda aqui!

Leia a primeira parte desta entrevista aqui.

Editor do UOL Tabloide: A idéia de slowblogging destoa da internet, que é uma mídia muito rápida, não?

Todd Sieling: Essa é uma ótima questão.

O que a internet faz rapidamente é divulgar informações. Mas o fato de a internet atuar rapidamente não obriga as pessoas que a usam a trabalharem com a mesma rapidez. Na verdade, pode ser pior em alguns casos, se tentarmos usar a internet o mais rápido possível.

Eu vou usar a comparação com carros. A maioria das pessoas nunca dirigiu seus carros à sua velocidade máxima. Nós não dirigimos o mais rápido possível em todas as situações porque isso iria resultar em acidentes, danos à vida e à propriedade, e a vida com os carros não seria muito agradável. Com a internet, nós compartilhamos ideias e vidas com amigos, familiares, colegas de trabalho e o mundo em geral. Se nós tentar apenas sermos rápido ao usar a internet, podemos criar os acidentes que afetam nossas vidas, ou pelo menos a qualidade do trabalho que compartilhamos online.

Então, sim, a internet é uma mídia muito rápida, mas essa é uma qualidade da tecnologia. Porque a tecnologia funciona de forma rápida, não significa necessariamente que a pessoa a usá-la deva trabalhar rapidamente. Fazemos com que as máquinas realizem o trabalho duro para nós para que possamos nos concentrar na qualidade do que fazemos. Não é a máquina que deve nos dizer com que velocidade devemos nos mover.

08/03/2010
Já que o slow blogging está aí, Editor do UOL Tabloide lança a “entrevista lerda”
Blogar. Uma atividade quase diária, dinâmica, 2.0 até a alma.

Ou não, como diria o locutor Cléber Machado.

Afinal, aí está o slow blogging, que pode ter várias traduções: blogando sem pressa; blogando devagar; lento blogar etc.

Várias traduções, mas um só significado: o blogueiro posta uma vez só a cada muito tempo. Um post a cada duas semanas, três semanas, um mês… Como se ele perguntasse ao internauta que o lê: por quê? Tá com pressa?

Para entender o que leva um blogueiro a postar com tanto despreendimento, o Editor do UOL Tabloide resolveu entrevistar não um, mas dois “slow blogueiros”.

Mas não basta entrevistar, é preciso participar. Entrar no clima. Então as perguntas foram feitas por e-mail, uma por semana. Por quê? Tá com pressa?

E por que entrevistar só um deles? O Editor do UOL Tabloide quis expandir seus conhecimentos e falou com dois de uma vez: uma dama (Barbara Ganley) e um cavalheiro (Todd Sieling, autor do manifesto do Slow Blogging).

(Se você quiser ler o manifesto do Slow Blogging, em português, clique aqui. Se preferir o texto original, em inglês, clique aqui. Agora, se quiser praticar seu farsi, é aqui.)

A publicação segue, claro, o conceito da “entrevista lerda”: as respostas serão publicadas apenas uma por dia. Hoje tem uma, amanhã tem outra e por aí vai.

Os primeiros contatos com Barbara e Todd foram feitos em 17 de setembro de 2009. As últimas respostas vieram apenas no dia 30 do mês seguinte.

E agora, passados novembro, dezembro, janeiro e um bom pedaço de fevereiro, o UOL Tabloide começa a apresentar as perguntas e respostas.

Aí, você, internauta, pergunta: tudo bem que é o lançamento da “entrevista lerda”, mas precisava esperar tantos meses para publicá-las?

E a resposta é: por quê? Tá com pressa?

ps 1: Entrevista lerda com Todd Sieling – Dia 1: “Se a medida do sucesso for a quantidade de posts e leitores, não quero fazer sucesso”

ps 2: Entrevista lerda com Barbara Ganley – Dia 1: “prefiro usar essa ferramenta para algo lento, reflexivo e conectivo”

Já que o slow blogging está aí, Editor do UOL Tabloide lança a “entrevista lerda”

Entrevista lerda com Todd Sieling – Dia 1: “Se a medida do sucesso for a quantidade de posts e leitores, não quero fazer sucesso”
Editor do UOL Tabloide: Como surgiu a ideia de um “slowblogging”? O sr. tinha um “blog velocidade média” antes do seu “slowblogging”?

Todd Sieling: A idéia do “slow blogging” veio de duas fontes: “Se a medida do sucesso for a quantidade de posts, não quero fazer sucesso”

1. Minha admiração pelos valores do movimento Slow Food, que valoriza a essência e a experiência de comer.

2. Minha frustração com o conselho dado aos blogueiros para mudar a maneira como eles escrevem para se adequar aos motores de busca – e como a Web, em geral, trabalhou sobre isso na época.

Eu assistia ao interesse por blogs crescer, e o conselho que era dado aos novos blogueiros era escrever de maneiras que fossem compatíveis ou favorecidas pelos mecanismos de busca. Uma das instruções mais comum dada aos novos blogueiros era escrever posts com frequência e regularidade (um ou mais posts por dia), e que o castigo por não o fazer era perder leitores e ser esquecido pelas ferramentas de busca. Isso me pareceu absurdo, iria mudar muito a nossa criatividade natural para caber em um sistema tecnológico pobre em vez de tentar melhorar as falhas tecnológicas.

Eu tive o meu próprio blog “comum”, e eu tentei arduamente manter um fluxo constante de novos posts por um tempo, mas logo a qualidade do que eu estava postando não me faz feliz. Se a medida do sucesso for a quantidade de posts, a quantidade de leitores, a quantidade de resposta nos resultados de pesquisas, então eu não quero fazer sucesso. Peguei meu blog “comum” e apaguei tudo nele, como uma experiência fracassada, e escrevi o manifesto “Slow Blogging” como uma espécie de adeus à prática do blogar regularmente.

Entrevista lerda com Barbara Ganley – Dia 1: “prefiro usar essa ferramenta para algo lento, reflexivo e conectivo”
Editor do UOL Tabloide: Como surgiu a ideia de um “slowblogging”? A sra. tinha um “blog velocidade média” antes do seu “slowblogging”?

Barbara Ganley: Estou tão triste por ainda não ter respondido! Eu sou a “blogueira mais do que lenta”! Vou chegar às suas perguntas nesta semana.

Barbara Ganley (alguns dias depois): Quando eu comecei, em 2001, a blogar com meus alunos da universidade, rapidamente se tornou claro p
ara mim que os blogs pensativos e reflexivos aprimoraram a experiência em sala de aula, uma vez que eu pedia aos alunos online para conversar sobre os textos que estavam estudando e as perguntas envolvidas, e fazer isso como se estivéssemos escrevendo cartas um ao outro – e ao mundo. Eles tinham que ter algo a dizer para além da primeira e fácil resposta. E eles começaram a construir algo a dizer sobre o que o outro está pensando, e a escrever de forma poderosa. Em 2004, eu comecei a postar no meu próprio blog e, nesse momento, vi que a forma longa, a forma lenta me deu a oportunidade de meditar sobre as idéias, fazer conexões entre o que eu li, experimentar e criar de uma maneira que me ajudou a manter contato com meu próprio processo de pensamentos ao mesmo tempo em que eu estava me conectando ao resto do mundo e envolvê-lo na conversa. Eu peguei o termo “slow blogging” a partir do movimento Slow Food. Neste mundo rápido, eu prefiro usar essa ferramenta mercurial para fazer algo lento, reflexivo e conectivo.

Extraído de: UOL TABLOG
http://editordouoltabloide.blog.uol.com.br/arch2010-03-01_2010-03-31.html

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Um pensamento sobre “slowblogging (?!) slowbloggers…

  1. Muito interessante esse movimento, realmente a tecnologia e a velocidade da internet tem afetado e muito o modo( a "velocidade") como vivemos, e infelizmente tem piorado a nossa vida!Se pararmos para refletir estamos sempre com pressa, correndo contra o relógio, tudo que que ser feito quase que instantâneamente e quem não se adaptar a essa velocidade fica para trás, é "excluído", rejeitado.E a "culpa" de tudo isso é da tecnologia que faz a informação fluir cada vez mais rápido. Mas diferentemente as máquinas nós não podemos trocar nossos "processadores" por processadores mais velozes, que podem executar várias tarefas ao mesmo tempo… Somos seres humanos e não nascemos para correr, a vida tem que ser vivida com calma!Até os programas de TV nos "agitam", nos aceleram. Se pararmos para observar um tele-jornal a câmera mal passa 30s na mesma posição, ela muda constantemente de posição e várias vezes por minuto. Isso é para as coisas parecerem mais rápidas mais dinâmicas. Em tele-jornal de uns 10 anos atrás não existia essa "pressa" para mudar a câmera de posição…"São Paulo é a cidade que não dorme":Muitas pessoas interpretam isso como sinônimo de progresso, riqueza, tecnologia… Mas eu vejo isso como uma destruição da qualidade de vida! A noite é o momento de descansar, repor as energias, aprender dormindo(estudos comprovam que fixamos as informações que aprendemos durante o dia no nosso sono. Sim dormir ajuda a prender), mas o "desenvolvimento", a tecnologia destruiriam (de certa forma) esse momento. Hoje várias pessoas trabalham a noite toda, não descansam mais como deveriam e por isso tem muitos problemas de saúde… É possível conseguir pegar um congestionamento no trânsito e ônibus lotados no meio da noite…Todos sabem que para termos uma vida saudável devemos nos alimentar bem, dormir bem e praticar atividades físicas, mas como a tecnologia e sua velocidade nos ajuda nisso?Bem, essa é minha opinião sobre o males que o desenvolvimento nos trouxe…PS: Esse texto foi escrito na "velocidade da internet", ou seja, foi escrito e publicado na hora, não tive tempo de refletir sobre o texto e sua estrutura…

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