Para o tema da elitização do ensino superior

Artigos científicos:

Do acesso à permanência no ensino superior: percursos de estudantes universitários de camadas populares

Nadir Zago

Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Educação

Revista Brasileira de Educação
Print version ISSN 1413-2478
Rev. Bras. Educ. vol.11 no.32 Rio de Janeiro May/Aug. 2006

RESUMO

O presente artigo trata da problemática das desigualdades educacionais, com longa tradição na sociologia da educação, e sobre a presença de estudantes de origem popular no ensino superior. O eixo central da análise contempla as desigualdades de acesso e de permanência no ensino superior. Os resultados apresentados estão apoiados em uma pesquisa, com duas fontes principais de informação: de natureza quantitativa, apoiada nas estatísticas dos candidatos inscritos no exame de acesso à universidade; em dados mais aprofundados, obtidos em entrevistas com 27 estudantes. A discussão do trabalho permite mostrar as contradições entre uma maior demanda da população pela elevação do nível escolar e as políticas de acesso e de permanência no sistema de ensino superior brasileiro.

Palavras-chave: ensino superior; desigualdades sociais e educacionais

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-24782006000200003&script=sci_arttext&tlng=es

Educação & Sociedade
Print version ISSN 0101-7330
Educ. Soc. vol.25 no.88 special Campinas Oct. 2004

O acesso à educação superior no Brasil

José Marcelino de Rezende Pinto

Professor do Departamento de Psicologia e Educação da ffclrp, da Universidade de São Paulo (USP). E-mail: jmrpinto@ffclrp.usp.br

RESUMO

Este trabalho, elaborado com base nos indicadores da educação superior produzidos pelo INEP, IBGE e UNESCO, analisa a situação do acesso à educação superior no Brasil nos últimos 40 anos, considerando as diferenças nas matrículas e oferta de vagas entre as dependências administrativas e os cursos, o perfil dos concluíntes e a qualificação dos docentes. Comparam-se também os indicadores de taxa de escolarização e grau de privatização do setor no Brasil com os de outros países da América Latina e do mundo. Por fim, é feita uma breve discussão sobre as últimas ações do MEC (gestão Tarso Genro), com vistas a ampliar a oferta e democratizar o acesso. O que os dados apresentados mostram é que, muito embora desde a década de 1960 a política do governo federal para o setor tem sido a ampliação de vagas via privatização, a Taxa de Escolarização Bruta na Educação Superior do país ainda é uma das mais baixas da América Latina, embora o grau de privatização seja um dos mais altos do mundo. O resultado deste processo foi uma grande elitização do perfil dos alunos, em especial nos cursos mais concorridos e nas instituições privadas, onde é muito pequena a presença de afrodescendentes e de pobres. As propostas apresentadas até o momento pelo MEC norteiam-se pelo princípio de expansão de vagas, sem recursos adicionais, no setor público, e subsídios ao setor privado, em troca de bolsas de estudo. Para democratizar o perfil dos alunos propõem-se quotas, tanto no setor público quanto no privado. Trata-se de medidas paliativas, que não enfrentam a questão central que é a expansão do setor público sem perda de qualidade, o que implica sair do atual 0,8% do PIB gasto com o ensino de graduação para um patamar de cerca de 1,4% do PIB.

Palavras-chave: Acesso à educação superior. Educação superior. Perfil dos alunos da educação superior. Privatização do ensino. Ensino de graduação.

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-73302004000300005&script=sci_arttext&tlng=e

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