Subjetividade

Subjetividade é entendida como o espaço íntimo do indivíduo (mundo interno) com o qual ele se relaciona com o mundo social (mundo externo), resultando tanto em marcas singulares na formação do indivíduo quanto na construção de crenças e valores compartilhados na dimensão cultural que vão constituir a experiência histórica e coletiva dos grupos e populações. A psicologia social utiliza freqüentemente esse conceito de subjetividade e seus derivados como formação da subjetividade ou subjetivação.

A subjetividade é o mundo interno de todo e qualquer ser humano. Este mundo interno é composto por emoções, sentimentos e pensamentos.

Através da nossa subjetividade construímos um espaço relacional, ou seja, nos relacionamos com o “outro”.

Extraído de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Subjetividade

ROLNIK, Suely. Toxicômanos de identidade: subjetividade em tempo de globalização.
in Cultura e subjetividade. Saberes Nômades, org. Daniel Lins. Papirus, Campinas 1997; pp.19-24.

A globalização da economia e os avanços tecnológicos, especialmente a mídia
eletrônica, aproximam universos de toda espécie, situados em qualquer ponto do planeta, numa variabilidade e numa densificação cada vez maiores. As subjetividades,
independentemente de sua morada, tendem a ser povoadas por afetos desta profusão
cambiante de universos; uma constante mestiçagem de forças delineia cartografias mutáveis e coloca em cheque seus habituais contornos.
Tudo leva a crer que a criação individual e coletiva se encontraria em alta, pois
muitas são as cartografias de forças que pedem novas maneiras de viver, numerosos os
recursos para criá-las e incontáveis os mundos possíveis. Por exemplo, as infovias: formase, através delas, uma comunidade do tamanho do mundo que produz e compartilha suas idéias, gostos e decisões à viva voz, numa infindável polifonia eletrônica; uma
subjetividade que se engendra na combinação sempre cambiante da multiplicidade de
forças deste coletivo anônimo. Estaríamos assistindo à emergência de uma democracia em tempo real, administrada por um sistema de autogestão em escala planetária? A figura moderna da subjetividade, com sua crença na estabilidade e sua referência identitária, agonizante desde o final do século passado, estaria chegando ao fim?
Não é tão simples assim: é que a mesma globalização que intensifica as misturas e
pulveriza as identidades, implica também na produção de kits de perfis-padrão de acordo com cada órbita do mercado, para serem consumidos pelas subjetividades,
independentemente de contexto geográfico, nacional, cultural, etc. Identidades locais fixas desaparecem para dar lugar a identidades globalizadas flexíveis que mudam ao sabor dos movimentos do mercado e com igual velocidade.

(continua em: http://caosmose.net/suelyrolnik/pdf/viciados_em_identidade.pdf)

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2 pensamentos sobre “Subjetividade

  1. interessante mesmo, Flavia! Imagine que legal o livro do Pierre Bourdieu, que falei na aula (A miséria do mundo) que consegue trazer a público tantos mundos internos que existem por aí por meio de práticas de pesquisa que valorizam a oralidade, utilizando simples entrevistas… Vale a pena dar uma conferida, e também num texto do Felix Guattari que postei em algum lugar desse blog.bjs

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