Música é tudo igual! Mas será mesmo?

Olá pessoal, como estão nesse feriado maravilhoso? Adorei esse feriado para poder por em dia muitas atividades, mas também pude descansar um pouco.

Pois bem, eis que estava eu estudando para fotônica (TENSO) e me deparo com um vídeo no youtube que expressa um fator muito interessante e que me levou a pensar na subjetividade que existe quando ouvimos uma música. Sim, qualquer “simples” música, que muitas vezes toca no rádio milhões de vezes.

Um grupo de comédia australiano chamado Axis (bem parecido com nossa atlética, hehe) of Awesome faz apresentações musicais parodiando muitos temas da atualidade. E justamente no vídeo abaixo eles mostram que com apenas 4 acordes é possível tocar uma infinidade de músicas atuais e não tão atuais, de muito sucesso (tanto que dizem que são músicas pop – o conceito de pop é uma outra problemática que podemos discutir em outro momento).

Realmente eles são demais, AWESOME!!!

O mais interessante é que não são músicas parecidas, de artistas semelhantes: eles tocam de U2, passando por Red Hot Chilli Peppers, Men at Work, Maroon 5, Beyoncé, The Calling, Bob Marley, e muitos outros, chegando a Lady Gaga. Pior é que é verdade!

http://www.youtube.com/v/5pidokakU4I&hl=pt_BR&fs=1&

Esse vídeo me fez pensar da seguinte forma: se tais músicas são tão semelhantes no que tange à forma de se tocar, o que faz com que sejam tão diversas em termos de público e significado?
Seria a letra? Seria o status do artista? O visual performático? Ou podemos incorporar todos esses aspectos dizendo: não seriam os símbolos e as subjetividades que atribuímos a tais músicas e artistas?

———-
Andrea Paula diz: ( 🙂 )

Aproveito para, depois do comentário, incorporar aqui um BACH, versão animação pop e mais música erudita versão pop show: tem gente que faz música erudita, com orquestra bonitinha e tudo, que vê e diz que é coisa do capeta o que fizeram! Espero que gostem: quem sabe dá uma animada nos estudos fotônicos, de EDS e afins 😕

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5 pensamentos sobre “Música é tudo igual! Mas será mesmo?

  1. Pois é, Alexandre! A capacidade dos seres humanos de atribuir significados parece ao mesmo tempo ser infinita e muito circunscrita: como pode? Podemos conhecer, fazer e sentir tantas coisas diferentes… então, por que preferimos aquelas que são muito familiares, semelhantes, próximas? Por que o outro parece ser tão estranho e incômodo? Por que fazemos questão de nos diferenciar, nos comparar e nos achar melhores para estabelecer e/ou nossas identidades e subjetividades? Como essas diferenças se transformam em desigualdes e preconceitos, sem nem ao menos nos darmos conta? Como alguns acordas ou a letra de um refrão de uma simples música pode indicar que você pertence a um grupo e não a outro? Tudo isso, para mim, indica que é preciso estudar Estrutura e Dinâmica Social para aprender a pesquisar e se alfabetizar nos símbolos e códigos de outros mundos íntimos que não somente os seus, para conseguir se expressar, dialogar, aprender novas linguagens e assim não se excluir do entendimento das transformações em curso na sociedade, sendo minimamente experto para, pelo menos, garantir seu ganha-pão! Ah… Outro dia o Francisco estava contando que um professor deu uma palestra em algum lugar querendo provar matematicamente que a música mais perfeita do mundo era a que foi feita por Bach (símbolo máximo do ouvido aristocrático da música ocidental!). E então, ele mostrou ao professor que a mesma fórmula matemática da perfeição que ele tinha aplicado às estruturas musicais de Bach podiam ser encontradas em "terríveis" músicas pops!!! Imagina a cara de bunda do sujeito depois de ver seu argumento em prol da superioridade do ouvido ocidental ser desmontada dessa forma???!!! Bom, pergunte ao Francisco os detalhes dessa história tão interessante, pois tem muito a ver com essas nossas discussões aqui e com seu trabalho de pesquisa, tenho certeza.bjs

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  2. Nossa que demais isso alexandre! Curti mto o vídeo meeu! como pode né??Eu até que curto todas as músicas que eles tocaram, tirando algumas que eu não conhecia, mas oq vc falou é bem verdade, como pode gostar de umas músicas e não de outras sendo que são tão parecidas né? engraçado isso!Depois poste aqui no blog essa história do francisco professora e/ou alexandre! Fiquei curiosa!beeijo!

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  3. tô em choque com o vídeo dos quatro acordes. BÁRBARO! *______*eu, particularmente, gosto de música. essa coisa de gostoso musical pra mim é muito relativo, vai de ambientes. acho que entra ai a minha atribuição de significados às músicas. se eu tô numa balada e tocar um eletrônico, eu vou curtir. se eu tô em casa, posso ouvir desde um MPB a um rock. se eu tô entre amigos, posso ouvir um sertanejo, e assim por diante.

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  4. Muito interessante o vídeo dos acordes. Comecei a estudar piano aos 8 anos e já me deparei várias vezes com frases (sequências de acordes ou de notas) muito semelhantes, em músicas de estilos diferentes. Parece que aceitamos o previsível. Por outro lado, pode ser que o visual, a postura do artista e a letra sejam o que mais atinge nossa percepção.

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  5. Fantástico. No primeiro video da sinfonia de Bach me lembrou MUITO guitar hero, engraçado!Inclusive, não tem nada a ver com o tema do post, mas estruturas modernas de músicas mais complexas são consideradas algo que caiu no gosto da massa graças a um dos estilos mais discriminados, o metal. O segundo vídeo mostra justamente isso, a estrutura de shows de rock/metal sendo utilizada em apresentações clássicas, mas porque, porque a complexidade musical e os nuances são MUITO parecidos! Ou seja, uma coisa acaba ajudando a outra.Infelizmente não são muitas as pessoas que gostam, mas aos que apreciam complexidade musical sem preconceito eu recomendo as seguintes músicas:Pesado: http://www.youtube.com/watch?v=gA4oq7DBU8EInstrumental: http://www.youtube.com/watch?v=2eLsoH2GrfQÉ, realmente não teve muito a ver com o post, mas deu vontade de compartilhar 😀

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