Um dia fúria, o filme, e sua ressignificação excelente com Michael Dunga

Pessoal, o que mais gostei da copa foi a invenção do Michael Dunga. Foi assim: pegaram um filme fantástico que se chama Um dia de fúria (1993), com Michael Douglas, já viram? Excelente para vários grupos que trabalham com capitalismo, vida humana, ideologia, consumo etc etc
Aí fizeram uma paródia, uma releitura, uma ressignificação (como é próprio da cultura híbrida do nosso tempo), transformando pedaços do filme em pequenos curtas. Muitos já devem ter visto, mas quem não viu, dê uma olhada no filme original e na paródia do Michael Dunga! É muita criatividade, uma boa forma de chamar a atenção das pessoas, usando a crítica com humor, e trazendo para quem não conhece uma boa referência da cultura cinematográfica. Viva as culturas híbridas da sociedade complexa 🙂

Sinopse do filme original
Prendergast (Robert Duvall), um policial em seu último dia de trabalho pois vai se aposentar, arrisca sua vida para tentar deter William Foster (Michael Douglas), um homem emocionalmente perturbado que perdeu seu emprego e vai ao encontro de Beth (Barbara Hershey), sua ex-mulher, e da filha, sem sequer reconhecer que o seu casamento já acabou há muito tempo. Em seu caminho, William vai eliminando quem cruza seu destino.

Vide comentários em: http://www.adorocinema.com/filmes/dia-de-furia

Paródia:

http://www.youtube.com/v/NKMbpLzldws&hl=pt_BR&fs=1

Filme original:

01/07/2010 – 07h00
Criador de Michael Dunga não gosta de futebol e diz que é Roberto Marinho de si mesmo
Flavia Perin
Em São Paulo

Ao contrário do que muitos podem pensar, o criador da série de vídeos lançada no YouTube “Dunga em um dia de fúria”, Pablo Peixoto, de 32 anos, não gosta de futebol. “Nem poderia, pois torço para o Vasco”, brinca. A Copa do Mundo, sim, empolga o redator publicitário e roteirista. “De futebol internacional não sei nada, mas Copa do Mundo é vida! Aliás, está me dando um suadouro que não tem jogo de Copa hoje”, afirmou para a reportagem do UOL Esporte.

Mineiro de Cataguases, Pablo mora há 10 anos em Juiz de Fora e vive de seus projetos pessoais: “Sou meu Roberto Marinho, meu próprio editor.” Seus mais consagrados trabalhos são os blogs “Pérolas para Porcos”, sobre assuntos variados, e “Porra, Mauricio!”, em que satiriza as histórias em quadrinhos de Mauricio de Sousa – e que já soma 4 milhões de acessos desde março, quando foi iniciado.

“Também sou jornalista, mas deixei a atividade porque tinha um inimigo, o Manual de Redação. Queria escrever no meu estilo”, afirma o homem por trás de todas as vozes da sátira da Internet.

A inspiração para o personagem Michael Dunga veio de um amigo, que lhe mandou pelo Twitter o link da cena da lanchonete em versão dublada para o português. Vendo o ator Michael Douglas em ação, Pablo teve a ideia de transformá-lo no técnico da seleção brasileira. “Podia ser o Dunga falando do time. E comecei a imaginar quem seriam os outros personagens, a Fátima Bernardes, o Robinho, o Tadeu Schmidt…”, conta.

Dois outros vídeos foram lançados na sequência, um sobre o jogo do Brasil com Portugal, outro, sobre o embate contra o Chile. “Cada jogo tem uma piada diferente. Fora que o choque inicial já havia passado, eu tinha que surpreender nos vídeos seguintes”, afirma. Por isso, depois do primeiro vídeo, “Dunga vai ficando mais bonzinho, se regenerando”, ele explica.

“Torço por ele, acho que está fazendo o que devia ser feito, estava tudo bagunçado mesmo. Seu trabalho é seriíssimo”, pondera, defendendo o técnico. “Ele está pressionado e tem uma amargura com a imprensa. Agora, está querendo mudar esse paradigma, porém acho que se excede às vezes, como no episódio com a Globo. Mas acho que tem mais acertos do que erros”, conclui.

O primeiro vídeo foi ao ar no dia 21 de junho, já alcançou mais de 1 milhão de visualizações e esteve entre os seis mais vistos na África do Sul. “Acho que deve ser por causa da imprensa brasileira que está lá na África.” Será que a delegação brasileira, comissão técnica e jogadores não viram a paródia?

Para montar cada um dos filmes, Pablo gasta em média seis horas. “O segundo e o terceiro consumiram mais tempo, pois estão mais caprichados, têm mais diálogos, ficaram melhores tecnicamente.”

Pablo programa lançar uma nova produção após a partida com a Holanda, nesta sexta. “Este projeto está me trazendo oportunidades”, comemora.

http://copadomundo.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/07/01/criador-de-michael-dunga-nao-gosta-de-futebol-e-diz-que-e-roberto-marinho-de-si-mesmo.jhtm

Sequencia das paródias com Michael Dunga:

http://uolesporte.blog.uol.com.br/arch2010-06-27_2010-07-03.html#2010_07-03_13_57_03-10305746-0

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Um pensamento sobre “Um dia fúria, o filme, e sua ressignificação excelente com Michael Dunga

  1. Podemos aproveitar a noradrenalina que a Copa proporciona e usá-las para um mundo capaz d criar novidades. O que significa torcer junto pela Copa?O que significa estar naquele estádio chamado Nelson Mandela? O que significa compreender o próximo, pesar o papel de cada um em suas tarefas? A massa jornalistica exibe que Julio César errou. Errou em que sentido? Nós brasileiros temos o melhor goleiro do mundo, o que significa que ele errou? Os antissociais escreveram mais sobre Copa, momentos únicos e driblantes que o mundo, o Mundo pára, mas que uma derrota jamais deve barrar as torcidas e suas idiossincrasias:http://antessociais.blogspot.com/2010/07/sobre-copa-brasil-y-tempo.html

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