Revoltas: estará o poder nas mãos das redes sociais?

Matéria interessante para pensar Conflitos Sociais na contemporaneidade:

 

Facebook foi um dos personagens principais nos recentes conflitos no Médio Oriente, mas gestores da rede social preferem estar calados a vangloriar-se. Porquê?

O Facebook foi o grande protagonista nas recentes revoltas sociais que fizeram derrubar os governos da Tunísia e do Egipto. De onde vem tanto poder? E por que não aproveitar esse momento histórico para destacar a plataforma de Mark Zuckerberg como um verdadeiro incentivo à mudança democrática? Parece que não há uma resposta simples para estas questões, uma vez que os administradores desta rede social nem sequer querem falar sobre o assunto.

É que, se virmos bem, o Facebook acabou, mesmo que sem querer, por brincar com o fogo. E está a sofrer as consequências: as pressões pelas revoltas que ocorreram no Médio Oriente estão a fazer-se sentir. Mas, embora se tenha tornado numa das principais ferramentas que os activistas utilizaram para convocar protestos, mobilizar os internautas e partilhar informações, a verdade é que o «livro de caras» não quer ser catalogado como estando de um dos lados da barricada. Isto porque o seu negócio pode ficar comprometido.

Há alguns países, como a Síria, por exemplo, que impuseram restrições à utilização da rede social ou estão a acompanhar bem mais de perto o que fazem os seus utilizadores, segundo alguns executivos da empresa que pediram o anonimato e que são citados pelo «The New York Times.

De qualquer modo, o Facebook não abre nem pensa abrir as portas a utilizadores anónimos, mesmo que em prol da liberdade de expressão em países onde ela é bastante reduzida. Todos têm de revelar quem são, porque isso, argumenta o Facebook, os protege contra fraudes.

Certo é que os defensores dos direitos humanos não encaram esta política com bons olhos, uma vez que isso fará com que algumas pessoas possam ser expulsas dos países onde vivem, por escreverem o que pensam e o que sabem naquela rede social.

É que, diz Susannah Vila, directora de conteúdos e divulgação para a Movements.org, «as pessoas estão a usar esta plataforma para a mobilização política, o que só reforça a importância de garantir a sua segurança».

Até onde pode ir o poder das redes sociais na mobilização das massas para a mudança, seja ela boa ou má? É a pergunta que fica. E, mais uma vez, sem uma resposta imediata.

 

Fonte:

http://www.tvi24.iol.pt/media-e-comunicacoes/egipto-facebook-revoltas-redes-sociais-democracia-agencia-financeira/1233342-5239.html

 

 

 

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