legado nazista: em histórico de crise econômica capitalista européia, alvo de terrorismo de ultradireita é diversidade cultural

…para jovens neonazistas,  o culpado é  o “mestiço”, o “impuro”, o OUTRO…

Manifesto de terrorista é colagem da internet; Brasil tem 12 citações

por Jose Roberto de Toledo

25.julho.2011 19:05:37

O manifesto de 1.516 páginas de Word deixado pelo terrorista anglo-norueguês Anders Breivik impressiona pelo tamanho, mas não pelo conteúdo. Grande parte foi produzida seguindo os preceitos da escola tecno-filosófica do CTRL+C e CTRL+V. Plágio puro e simples. Do manifesto do Unabomber a blogs de extrema-direita, de páginas de malucos em geral à Wikipedia, trechos inteiros foram copiados e colados. Há pouco de sua própria autoria. É uma colagem a que ele chama de compêndio.

Quanto ao conteúdo, trata-se de um caso radical do que o crítico Roberto Schwarz certa vez chamou de “ideias fora do lugar”. Citações desconexas de autores marxistas misturadas a trechos da revista The Economist, estatísticas inventadas e passagens do Alcorão. Tudo para “provar” que a Europa está sob ataque do Islam (uma nova onda de ataque, na sua versão) e que precisa defender-se militarmente -usando todas as armas que tiver à mão, o terrorismo inclusive.

Porém, antes de atacar os muçulmanos, o auto-confesso terrorista defende ser preciso combater os adversários internos que facilitam a penetração do “inimigo” no território europeu. A saber: políticos liberais, marxistas, feministas, defensores do politicamente correto, a academia e, basicamente, todo mundo que discordar de suas convicções racistas. Daí os alvos de Breivik terem sido o governo liberal norueguês e os filhos de seus líderes.

Impossível não notar, todavia, que é covardemente conveniente matar adolescentes desarmados, encurralados em uma ilha sem ponte nem proteção policial, em vez de enfrentar um bando de jihadistas com experiência em combate.

A nuvem de 778 mil palavras do texto mostra-se bastante repetitiva. Os termos mais citados (em inglês) são “europeu”, “Europa”, “muçulmano(s)”, “Islam/ilslâmico”, “cristão(s)”, e “ocidental”. A tentativa de fazer uma oposição “política” e “cultural” entre os dois mundos fica evidente no texto, no qual ainda têm destaque as palavras “guerra”, “militar”, “país”, “cavaleiros” e “multiculturalismo”.

O Brasil recebe 12 menções no manifesto, especialmente em dois blocos. Num, o país aparece como anti-exemplo de multiculturalismo e “mistura de raças”, que seriam responsáveis pela suposta falta de coesão interna e transformariam o Brasil em um país de segunda classe.

A outra menção é sobre o episódio com césio 137 em Goiânia, no final da década de 80, quando várias pessoas foram contaminadas e algumas morreram ao entrar em contato com o material radiativo. O caso é citado como lembrete de que os fanáticos devem tomar cuidado ao manipularem esse tipo de material ao prepararem “bombas” ou outros artefatos.

Breivik, que se assina Andrew Berwick no texto, tenta valorizar seu trabalho intelectual escrevendo logo no começo que a elaboração do documento lhe tomou nove anos de trabalho e custou 317 mil euros. Difícil imaginar como um trabalho de copiar-colar pode ter demorado tanto tempo e custado tanto dinheiro. Parece ser mais um auto-elogio e uma tentativa de alcançar reconhecimento entre sues colegas racistas internet afora.

As citações a uma nova ordem de cavaleiros templários, unidade paramilitar cristã, parecem mais um desejo do que uma realidade. O estilo de ação e de seu manifesto lembram muito mais psicopatas solitários como o Unabomber e o atirador de Realengo do que terroristas organizados como a Al-qaeda.

Fonte:

http://blogs.estadao.com.br/vox-publica/2011/07/25/manifesto-de-terrorista-e-colagem-da-internet-brasil-tem-12-citacoes/

25/07/2011 – 18h53 / Atualizada 25/07/2011 – 19h47

Em manifesto, atirador norueguês diz que Brasil é um país “disfuncional”

Do UOL Notícias
Em São Paulo

O manifesto de 1.500 páginas publicado na internet pelo atirador norueguês, Anders Behring Breivik, traz pelo menos 12 referências ao Brasil. Breivik, acusado de ser o autor de dois massacres que deixaram 76 pessoas mortas no país, foi formalmente acusado por terrorismo.

O texto, escrito em inglês e intitulado “A European Declaration of Independence – 2083” (Uma declaração de Independência Europeia – 2083), cita o Brasil ao falar dos motivos que levam os conservadores a se oporem à miscigenação e adoção por não europeus.

“A razão da nossa preocupação e oposição deve-se ao fato de que a imigração massiva, a mistura racial e a adoção por não europeus são uma ameaça à unidade da nossa tribo (…). Primeiramente, um país que tem culturas competitivas vai se dilacerar ou vai acabar como um país disfuncional, como o Brasil e outros países”, escreve Breivik.

De acordo com o norueguês, essa diferença social é responsável pela corrupção e pelos altos índices de criminalidade em países como o Brasil, e ele afirma que para oferecer o melhor aos cidadãos, um país depende de cinco fatores: eliminar a presença do islamismo, ter etnia homogênea, oferecer boa educação para toda a população, políticas conservadoras e nacionalistas e livre mercado.

Em outros trechos, ele diz que entre as “soluções para prevenir o genocídio das tribos nórdicas”, os “conservadores devem tomar o poder político e militar através de uma combinação de luta armada e democracia”.

As outras referências feitas ao Brasil aparecem no tópico em que o norueguês fala sobre a fabricação de explosivos, alertando para o cuidado na hora de manusear materiais radioativo. Nesse tópico ele cita o acidente ocorrido em Goiânia, na década de 80, mais conhecido como acidente com o Césio-137.

O Brasil também aparece no trecho em que o atirador fala do uso de golpes para a tomada de poder em alguns países. Ele diz que “em 1889 o Brasil se tornou uma república após um golpe de Estado”.

O texto, publicado na internet, inclui ainda um manual sobre como montar bombas e um discurso contra o Islã e o marxismo, várias referências históricas, detalhes da personalidade de Breivik, seu modus operandi para fabricar bombas e seu treinamento de tiro, além de um minucioso diário dos três meses que precederam o ataque.

Fonte:

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/07/25/em-manifesto-atirador-noruegues-diz-que-mistura-de-racas-fez-do-brasil-um-pais-disfuncional.jhtm

25/07/2011 17h42 – Atualizado em 25/07/2011 19h42

Mistura de raças do Brasil é catastrófica, escreveu atirador da Noruega

Texto publicado na internet liga mistura de raças a desigualdade social.
Brasil seria exemplo de ‘alto nível de corrupção e falta de produtividade’.

A política de estabelecer uma mistura de raças europeias, asiáticas e africanas em países como o Brasil se provou “catastrófica” e resultou em altos níveis de corrupção, baixa produtividade e conflitos entre as diferentes culturas.

A teoria sobre o país está numa das páginas do manifesto atribuído a Andrew Behring Breivik, o norueguês de 32 anos que assumiu a autoria dos atentados que mataram ao menos 76 pessoas em Oslo, na última sexta (22).

Para o autor do documento, que tem ligações com a extrema-direita norueguesa, o “Brasil vem se estabelecendo como o segundo país do mundo com o menor nível de igualdade social”. O texto não cita qual seria o primeiro.

“Os resultados são evidentes e se manifestam num alto nível de corrupção, falta de produtividade e um eterno conflito entre várias ‘culturas’ competindo, enquanto a miríade de ‘sub-tribos’ criadas (preto, mulato, mestiço, branco) paralisa qualquer esperança de sequer alcançar o mesmo nível de produtividade e igualdade de, por exemplo, Escandinávia, Alemanha, Coreia do Sul e Japão”, diz o texto do terrorista de extrema-direita na página 1.153.

Observando a falta de igualdade social no Brasil e a média de produtividade do brasileiro, continua o texto, “é evidente que uma abordagem similar na Europa seria devastadora e um atraso para as nações (…)”.

Intitulado “A European Delaration of Independence – 2083″ (Uma declaração de Independência Europeia – 2083), o manifesto, que leva a assinatura “Andrew Berwick” na capa, foi publicado na internet apenas horas antes do massacre no país. Com várias referências históricas, o manifesto inclui numerosos detalhes da personalidade do agressor, seu modus operandi para fabricar bombas e seu treinamento de tiro, além de um minucioso diário dos três meses que precederam o ataque.

As afirmações que relacionam raça e produtividades estão no trecho em que o autor trata das “razões por trás da oposição conservador à mistura de raças e adoção de não-europeus”. Em outro trecho, na página 1.161, o texto volta a citar o Brasil como exemplo de desigualdade social.

“(…) Um país que tem culturas que competem entre si vai acabar se dividindo internamente ou, a longo prazo, vai terminar como um lugar permanentemente disfuncional como o Brasil e outros países semelhantes”, diz. “Quando você acrescenta o Islã a esta mistura, o pior cenário muda de um país disfuncional para o fracasso total; a sharia [lei islâmica] e disputa entre povos”.

Acidente em Goiânia
Há pelo menos 12 referências aos termos “Brasil” ou “brasileiro” no documento, nem todas com o mesmo teor. No trecho em que trata sobre a fabricação de bombas, o autor cita o acidente radioativo com o césio 137 em Goiânia, que deixou centenas de mortos em 1987. “Seja extremamente cuidadoso quando lidar com material radiológico”, alerta na página 1.060.

Na página 1.287, o texto cita o Brasil em meio a países que se tornaram independentes com “golpes de estado sem sangue”. “Em 1889, o Brasil se tornou uma república via um golpe de estado sem sangue.” Em outra menção, o país está numa lista de nações que sofreram intervenções dos Estados Unidos. A anotação cita o ano de 1964 ao lado de “Acesso do comunismo a recursos e trabalhadores pobres”.

Fonte:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/07/mistura-de-racas-do-brasil-e-catastrofica-diz-texto-de-atirador-da-noruega.html

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Um pensamento sobre “legado nazista: em histórico de crise econômica capitalista européia, alvo de terrorismo de ultradireita é diversidade cultural

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