Instrumentos e Instruções para Auto-Avaliação na disciplina Identidade e Cultura

Os instrumentos e instruções sobre auto-avaliação da disciplina foram criados com o objetivo de responsabilizar cada um por seu próprio processo de aprendizagem e realizar uma auto-avaliação diagnóstica e processual. Isso significa que eles pretendem que cada estudante possa, com sinceridade e responsabilidade, avaliar sua própria trajetória, considerando 1) quais atividades efetivamente fez; 2) quais noções, conceitos, conteúdos estudou; 3) quais saberes/conhecimentos conseguiu construir e quais são aqueles que gostaria de construir acerca das temáticas de identidade e cultura e da vivência em grupos.

Portanto, nossa idéia de saberes/conhecimentos abarca tanto a capacidade de se comprometer com as atividades propostas (item 1); como aqueles referentes ao conteúdo da disciplina, disponíveis em blog e bibloteca básica do mesmo (item 2); ou ainda os relacionados a outros saberes relacionados à capacidade de interagir em grupos (item 3).

Para tanto, cada estudante precisará considerar para se auto-avaliar:

1) a realização das seguintes atividades que compõem o processo de trabalho na disciplina:

leituras dos textos indicados para debate nas aulas (que textos, que autores; que relações entre estes e o que foi pesquisado individualmente e pelo grupo);

participação nas aulas (veio, ficou, ouviu, debateu, perguntou ou assinou a lista e foi embora, pediu para o colega assinar e não apareceu);

participação na equipe de trabalho (fez o que, com quem, quando e porquê);

realização de pesquisa com produção e/ou seleção e escolha de documentos de vários tipos organizados em forma de blog ou de caderno de registros (que documentos/fontes escritas, orais, audiovisuais, foram levantados, com lista e qual é a contribuição para o balanço final do que foi reunido);

análise crítica de documentos/fontes pesquisados, individual e/ com seu grupo, que pode compreender:

escrita de legendas para imagens e outros documentos; escrita de textos explicativos; organização de roteiros de apresentação do tema com documentos selecionados da pesquisa; apresentação dos resultados da pesquisa analisados e criticados sob forma de exposição escrita ou audiovisual em blog;

auto-avaliação (texto escrito sobre sua trajetória individual na disciplina, considerando todos os três itens elencados aqui).

2) o conhecimento de noções, conceitos e conteúdos referentes à identidade e cultura tratados pela bibliografia e pelas aulas:

estudo de noções de identidade, processos de identificação, cultura, interculturalidade, políticas culturais e de identidade, entre outras;

questionamento do senso comum (“achismos”, opiniões sem embasamento teórico-metodológico) e da noção de verdade/linguagem única (ou seja, crítica de visão/opinião de que existe uma que é “a certa” e é suficiente para dar conta da discussão), com apresentação da multiplicidade de representações da realidade passada e presente sobre os temas trabalhados na disciplina, com conhecimento de várias perspectivas teórico-metodológicas com multiplicidade de abordagens possíveis de serem trabalhadas na temática escolhida;

presença das subjetividades dos estudantes e dos sujeitos das temáticas pesquisadas na construção do trabalho de pesquisa e da sua apresentação em blog/caderno de registro;

desenvolvimento de práticas de pesquisa e de produção de documentos sobre a temática escolhida com conceitos/metodologias específicas para análise de cada tipo;

conhecimento interdisciplinar do debate sobre identidade e cultura e da temática de pesquisa escolhida;

elaboração de um balanço do que foi realizado, considerando a idéia inicial e as transformações no planejamento para o desenvolvimento do que foi proposto;

papel do pesquisador/estudante como construtor/criador/organizador de conhecimentos que possibilitem o reconhecimento, o respeito e o aprendizado em torno de diferenças culturais e identitárias como garantia de cidadania, democracia, valorização das diversidades como reflexão e prática crítica;

– eventual repercussão do que foi produzido pelo grupo (quanto, como, por que, quem viu/comentou/aproveitou além do próprio grupo, se foi possível detectar)

3) o desenvolvimento de saberes e habilidades humanas, considerados no processo de auto-avaliação quanto à vivência em grupos:

responsabilidade individual quanto às atividades individuais e coletivas da disciplina;

organização e participação em estudos, pesquisas e criação em grupo;

respeito/tolerância/aprendizado com as opiniões diferentes das próprias e com as atividades dos outros;

– capacidade de elaborar problematizações e de desconstruir verdades únicas, preconceitos e juízos de valor fechados e fixos por meio do estudo, da pesquisa, do diálogo e da apresentação em blog/caderno de registros referentes às atividades propostas;

postura ética orientada pela solidariedade; pelo respeito/tolerância/aprendizado com as diferenças; pela crítica e ação contra desigualdades e injustiças econômicas, políticas, culturais, sociais, tais como aquelas marcadas por preconceitos de gênero, etnia ou classe;

capacidade de crítica e auto-crítica pautada no respeito/tolerância/aprendizado com o outro e nas várias facetas possíveis de serem consideradas na avaliação de um desempenho, de um problema, de uma tarefa em pauta na disciplina;

capacidade de criação/organização de conhecimento condizente com seus conhecimentos e saberes prévios e em desenvolvimento;

A auto-avaliação pode começar a ser redigida imediatamente e, no final do quadrimestre (dia 11 de agosto de 2011), cada estudante entregará no horário da aula um texto sobre sua trajetória na disciplina (e também na universidade, se assim quiser) tendo como roteiro o cumprimento das atividades propostas no item 1; o desenvolvimento de noções, conceitos e conteúdos do item 2; e dos saberes/habilidades do item 3.

Mais do que objetivar a atribuição de um conceito, a avaliação diagnóstica processual, resultante desse texto escrito pelo próprio estudante como um parecer sobre si mesmo, quer observar até onde o/a estudante caminhou e para onde pode caminhar ao longo de seu processo de formação, com autonomia, criatividade e honestidade.

Essa auto-avaliação será individual e por escrito, reforçando que cabe ao estudante escrever uma auto-reflexão seguindo o roteiro dos três itens desenvolvidos aqui, isto é, tratar amplamente do seu próprio desenvolvimento, e não do que pensa ou julga ser o desenvolvimento dos outros.

Como educadora/pesquisadora das culturas e das identidades, creio que não me cabe julgar ninguém e nem me responsabilizar pela aprendizagem individual dos outros. Meu papel é conhecer/dominar conteúdos, noções, conceitos; fazer minhas atividades nas aulas e propor/provocar o desenvolvimento de saberes e habilidades. Educar significa fazer mediação, explicando, debatendo, questionando, expondo conhecimentos existentes, dando a conhecer o que foi e é produzido sobre as temáticas polêmicas da disciplina, para que cada um possa se apropriar desses saberes individualmente e em grupos, contribuindo assim com uma formação humana e profissional. Por fim, por exigência institucional, cabe a mim o papel de avaliar se houve esforço mínimo, honesto e trabalhado de auto-crítica, a partir dos critérios estabelecidos, para poder atribuir o conceito desejado pelo/a estudante, que deverá constar de sua auto-avaliação.

Obs.: Caso a auto-avaliação não seja entregue, o/a estudante ficará com conceito que não caracterizará aprovação.

Santo André, 2 agosto de 2011.

Profa. Dra. Andrea Paula dos Santos/UFABC

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