Co-operação por reciclagem de memória cultural é o que está acontecendo

Período Industrial Eletro-Eletrônico (1945 – hoje)

Estética:

– Fim do espírito experimentalista e inventivo da modernidade;
– Conceito de real – tudo que a natureza produz – e realidade – tudo que tem interferência humana.
– Tudo é mídia;
– Simulação e Interatividade. Uso da tecnologia de forma “branda”;

Produção:

– Novos espaços topológicos de representação – várias modelos lógicos;
– Memória, armazenamento e processamento na velocidade da luz;
– Substituição das funções mecânicas – atividades com periculosidade e de cálculos;

Conhecimento:

– Física subatômica rompe com os valores e dogmas mecânicos e cartesianos;
– Teoria de Comunicação de Massa;
– Auschwitz, Nagasaki e Hiroshima – auge da sabedoria material e não
apresenta os mesmo valores críticos e éticos;
– 2a Grande Guerra Mundial.
– Conceitos da Eletricidade;
– Valores extramateriais e a possibilidade da espécie humana de reorganizar-se, autodesenvolver-se e reorientar-se diante da vida.
– Gradativa substituição dos valores materiais;
– Sociedade da Informação.

Etapas do fazer eletrônico:

O que difere fundamentalmente o início da pós-modernidade do da modernidade é o fato de esta última ter edificado a sua era sobre um ambiente natural, culturalmente virgem, ao passo que a era eletrônica parte de um ambiente carregado de traços culturais já
convencionalizados e difundidos. Diante deste universo encontram-se referências culturais históricas, tanto nos objetos quanto nos equipamentos dispostos ao uso do homem. A postura do homem produtor na eletrônica, portanto, torna-se de um co-operador, pois todo o trabalho executado carrega consigo traços culturais preexistentes, De maneira implícita, estes traços encontram-se no bojo das culturas de hoje em diante produzidas.

Co-operação por reciclagem de memória cultural: trabalhar com a memória, encarada
pelo aspecto da materialidade, ou seja, com a informação contida na produção natural ou
cultural já realizada, exige outras formas de operar. O universo cultural produzido pelo
homem ocidental é o composto por objetos originais, por reproduções, e por repro-
produções. Agora, é necessário incorporar a informação existente dentro deste universo,
tornando a autoria, na atualidade, uma co-autoria, fruto de um processo co-operativo. As
características deste tipo procedimento são citar, traduzir e comentar. A citação incorpora, literalmente, parcial ou integralmente, uma outra obra; proporciona novos significados com o deslocamento do contexto informacional original para novas referências representadas pelo trabalho co-operador. A tradução pretende a manutenção das qualidades informacionais de um original noutra fisicalidade, seja material ou extramaterial, entre códigos, línguas, meios etc. As condições políticas e poéticas para esta operação foram executadas e estudadas por diferentes épocas e lugares. Comentar é citar ou traduzir, introduzindo novos elementos informacionais ao significado original; é a interação entre a materialidade do original incorporada e a informação introduzida pela obra em questão.
Co-operação e automação: a automação de funções de comando de produção permite ao artista agilizar o seu fazer, acrescentando à obra a velocidade como auxílio para novas percepções sugeridas pelo trabalho desenvolvido. O artista, ao invés de pensar em copiar o real, pensa em simular um real ainda não vivenciado; a velocidade adiciona na execução do trabalho faz este chegar primeiro onde o homem muitas vezes sequer poderá chegar. Três posturas artísticas são observadas diante das expectativas agenciadas pela automação informatizadora. A primeira postura corresponde ao uso inadequado desta possibilidade produtiva, impondo ao sistema hábitos de outros sistemas mais lentos. A segunda é mais heróica e pretende levar ao máximo o rendimento das propostas mecânicas e a última, há algum tempo praticada, é a simulação. Ela pretende prever através da agilização de operações de comando e formatação, situações impossíveis de serem vivenciadas no cotidiano.
Co-operação branda: Este diálogo entre homem e natureza, que proporciona a nova visão de produção, só é possibilitado pelos sensores e extensores eletrônicos, que assumem o papel de transductores entre o conhecimento do homem (realidade) e o potencial dos fenômenos universais (real). Portanto, qualquer ato produtivo deve ser entendido como uma decisão conjunta a partir do grau de conhecimento interativo como uma decisão conjunta a partir do grau de conhecimento interativo entre homem e universo, na confluência das suas ações, discriminadas pelo perfil de inteligência destes transductores. Assim entendida a estrutura do novo processo produtivo, homem e equipamento não estão distantes entre si; pertencem a uma holarquia, cada qual com funções e conhecimentos próprios e participantes de uma hierarquia que decide conjuntamente, emitindo ordens de produção. A tecnologia promove um intercâmbio informacional entre a cultura do homem e os valores universais.
Com este papel, assume um caráter brando, não impondo as suas regras produtivas ao
mundo, transformando-o simplesmente. Aprende e apreende as qualidades do mundo para melhor executar o trabalho.

produção: a etapa da produção corresponde às maneiras do fazer mecânico, que se finaliza na edição do material gravado.

pós-produção: a etapa da pós-produção é a própria do sistema, onde são executadas
operações puramente comandadas pelas funções inteligentes das máquinas, produzindo
outras informações independentes da sua existência factual.

Mais do resumo que distribuí na última aula:

pensamentos e linguagens culturais e artísticas

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