Pós-estruturalismos

Para muitos estudiosos, artistas e educadores, as teorias modernas explicavam a realidade com esquemas de análise homogêneos, eliminadores das diferenças e da complexidade, chegando a legitimar desigualdades, justificar o colonialismo, defender a civilização e a cultura ocidentais como superiores às outras, o que ocasionou guerras mundiais, genocídios, extermínios, exclusões, violências explícitas e/ou simbólicas entre grupos humanos.

Uma visão crítica das teorias modernas afirma que estas são mais generalistas ou estruturalistas, e utilizam categorias explicativas dominantes, como as ligadas à economia ou à política, para tentar simplificar e explicar toda a realidade e agir sobre a mesma a partir de pontos de vista dos mais privilegiados.  Críticos que se auto-denominam e outros que chamados de pós-modernos e/ou pós-estruturalistas (independente de concordarem ou não com o termo), afirmam que as teorias modernas clássicas, tais como os marxismos, os estruturalismos, entre outras, são frutos do pensamento das pessoas do seu próprio tempo, e não dão conta de interpretar dinâmicas e complexidades do real, sobretudo com as transformações avassaladoras e velozes mais recentes, para possibilitar olhares críticos, criações e intervenções variadas em novos termos.

Nesse contexto, o pós-estruturalismo surge como perspectiva filosófica, com muitas vertentes, que problematiza os esforços inúteis de estudiosos e outros para encaixarem a realidade em conceitos fechados e pretensamente imutáveis.

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