O que é o ato de criação e os novos Universos de referência do Gilles Deleuze e do Félix Guattari

“O melhor é a criação; a invenção de novos Universos de referência…” Félix GuattariCaosmose. SP: Ed. 34, 1992, p. 15

“O que é ter uma ideia? Ter uma ideia não é alguma coisa de geral… Uma ideia já é destinada a tal ou qual domínio.

Quero dizer que uma ideia em pintura, uma ideia em romance, uma ideia em filosofia, uma ideia em ciencia – e evidentemente uma pessoa não pode ter todas elas… se vocês querem as ideias é preciso tratá-las como potências, potenciais já comprometidos com tal o qual modo de expressão. Em função das técnicas que eu conheço, eu posso ter uma ideia em tal domínio, seja em cinema ou em filosofia.

O que é ter uma ideia ‘em’ alguma coisa? Os conceitos, é preciso fabricá-los (…) E é preciso que se tenha uma necessidade, caso contrário, não se tem nada. Uma necessidade, que é uma coisa bastante complexa, se ela existe, faz com que o sujeito se proponha a inventar, criar conceitos.

Não há distância nisso entre a criação em ciência ou em arte.

Assim digo que não se trata de dizer se a ideia é verdadeira ou falsa. A questão é saber se ela é importante, é interessante, é bela…” ” (O que é o ato de criação do Gilles Deleuze da Andrea Paula)