9/6 e 11/6 – Aulas 4 e 5

9/6 – Aula 4

Esse memorial de uma aula de CTS dialoga com a de Identidade e Cultura e pode interessar a alguns estudantes mais curiosos:

Apresentamos, nesta aula, para reflexão e ligação com as temáticas de pesquisas dos blogs, o conceito de cultura, do antropólogo estadunidente, professor do MIT, Michael Fischer, cujos capítulos 1 e 2 de seu livro estão disponíveis em nossa Biblioteca, para leitura:

“Cultura é aquele todo relacional, complexo, cujas partes não podem ser modificadas sem afetar as outras partes, mediado por formas simbólicas potentes e poderosas, cujas multiplicidades e cujo caráter performativamente negociado, são transformados por posições alternativas, formas organizacionais e o alavancamento de sistemas simbólicos , assim como pelas novas e emergentes tecnociências, meios de comunicação e relações biotécnicas.

Futuros Antropológicos: Redefinindo a cultura na era tecnológica. RJ: Zahar Ed., 2011, p. 19.

Essa definição de cultura, que é também repleta de hibridismos e interculturalidades, ressalta o impacto das tecnociências em nossa cultura, modificando não apenas nossas formas organizacionais, simbólicas e de comunicação, mas a própria configuração do que entendemos por formas de vida, sem que consigamos mensurar boa parte das consequências das tecnociências em franca aplicação sem reflexão crítica nas nossas sociedades disciplinares/sociedades de controle, conforme tratamos em aulas anteriores, ao falarmos do diálogo entre Gilles Deleuze com as ideias de Michel Foucault. Daí a necessidade da mudança da nossa postura frente aos fundamentos que apontamos no início para que, como estudantes, educadores, cientistas, futuros profissionais de todas as áreas de conhecimento, possamos sempre pensar, criticar e transformar os próprios conhecimentos científicos e tecnologias com os quais temos que trabalhar, com vistas a aprender a reconhecer nossas responsabilidades frente aos impactos das tecnociências.

Também problematizamos o senso comum, já criticado há muito tempo de que as ciências e as tecnologias são neutras. Demos exemplos de como a partir do pós-guerra, na segunda metade do século vinte, houve uma crítica radical quanto aos limites da ciência e da tecnologia por conta da enorme destruição e morte que só foi possível graças aos conhecimentos e práticas científicas e tecnológicas produzidos pelas Ciências Modernas que, infelizmente, serviram de justificativa para um determinado tipo de racionalidade e de usos mortíferos e letais das tecnologias contra seres humanos. Um autor que citamos foi o famoso historiador Eric Hobsbawn e, especificamente, seu livro que é um clássico, uma leitura obrigatória para aqueles que querem entender um pouco da realidade contemporânea, A era dos Extremos: o breve século XX (1914-1991):

“(…) a estranha democratização da guerra. Os conflitos totais viraram ‘guerras populares’, tanto porque os civis e a vida civil se tornaram os alvos estratégicos certos, e às vezes principais, quanto porque em guerras democráticas, como na política democrática, os adversários são naturalmente demonizados para fazê-los devidamente odiosos ou pelo menos desprezíveis. As guerras, [são] conduzidas de ambos os lados por profissionais, e especialistas… (…) …a nova impessoalidade da guerra, que tornava o matar e estropiar uma consequência remota de apertar um botão ou virar uma alavanca. A tecnologia tornava suas vítimas invisíveis…” (pp. 56-57)

Falamos de como a racionalidade científica foi utilizada para criar os campos de concentração, um dos símbolos máximos da barbárie no século vinte, e que teve sua idealização no coração da Europa, onde a Ciência Moderna surgiu e foi glorificada como a rainha que levaria sempre ao progresso da humanidade. Essa mesma racionalidade Ciência Moderna serviu de base aos médicos alemães que torturaram e mataram pessoas presas nos campos de concentração, justificando suas atitudes como “experimento científico”.

Foi assim que expliquei que meu legado, como historiadora, talvez uma “cientista” das humanidades, é fazer a crítica da suposta democratização e neutralidade de certos conhecimentos e práticas ditas científicas e tecnológicas. Nós, mulheres cientistas como eu, a brasileira Lúcia Santaella, e as estadunidenses Sandra Harding e Donna Haraway, sabemos que certos padrões de conhecimento e de ignorância criados pelas Ciências Modernas atingem e conformam objetiva e subjetivamente, e de forma desigual, a vida de homens e mulheres de diferentes regiões e culturas de todo o planeta, beneficiando determinados grupos e excluindo ou eliminando outros, e pondo em questão a própria ideia que temos do que é o humano, a natureza e a ciência como um discurso sobre ambos. De acordo com o sociólogo brasileiro Laymert Garcia dos Santos, vivemos já num contexto demasiadamente pós-humano, sem ao menos nos darmos conta de como as tecnologias são altamente politizadas, com sérios impactos sócio-técnicos da informação digital e genética em nossa vida cotidiana.

Contudo, quero pensar também – de forma quase otimista-pessimista – que a partir do momento no qual vocês, estudantes e futuros profissionais. entram em contato com esses conhecimentos críticos, esse legado crítico também é de vocês e poderá ter grande impacto se souberem relacioná-lo às suas vidas cotidiana e profissional, problematizando suas próprias identidades e subjetividades

Falei da necessidade desse otimismo-pessimista que nos move na sociedade em rede, de Manuel Castells:

“A sociedade em rede, em termos simples, é uma estrutura social baseada em redes operadas por tecnologias de comunicação e informação fundamentadas na microelectrónica e em redes digitais de computadores que geram, processam e distribuem informação a partir de conhecimento acumulado nos nós dessas redes. A rede é a estrutura formal (vide Monge e Contractor, 2004). É um sistema de nós interligados. E os nós são, em linguagem formal, os pontos onde a curva se intersecta a si própria. As redes são estruturas abertas que evoluem acrescentando ou removendo nós de acordo com as mudanças necessárias dos programas que conseguem atingir os objectivos de performance para a rede. Estes programas são decididos socialmente fora da rede mas a partir do momento em que são inscritos na lógica da rede, a rede vai seguir eficientemente essas instruções, acrescentando, apagando e reconfigurando, até que um novo programa substitua ou modifique os códigos que comandam esse sistema operativo.
O que a sociedade em rede é actualmente não pode ser decidido fora da observação empírica da organização social e das práticas que dão corpo à lógica da rede. Assim, irei resumir a essência daquilo que a investigação académica (isto é, a produção de conhecimento reconhecida como tal pela comunidade científica) já descobriu em vários contextos sociais.”
Castells, Manuel. A sociedade em rede: do conhecimento à ação política., p. 20.

Todos vivemos na sociedade em rede, queiramos ou não, conectados ou não, pois a lógica da vida contemporânea é definida por ela e pelos que têm poder para organizá-la, queiramos ou não. Tratamos das ideias de Castells sobre a necessidade de reformar o Estado e refundar a educação, para que a organização da sociedade em rede seja democrática. E nos perguntamos? Isso é possível? Como os conhecimentos científicos e as tecnologias que criamos e usamos no contexto de uma cultura visual e de uma cultura digital podem ter relação com isso?

E falamos também do capitalismo-esquizofrenia, que aprendi com o psicanalista Félix Guattari ( As três ecologias e Da produção de subjetividade In: Caosmose ), de emergência crítica de visões de ciência que alguns denominam, ora de forma elogiosa ora de forma pejorativa como, de Ciências Pós-Modernas, num panorama em torno da complexidade do pensar o que possa vir a ser o fazer de uma Ciência com Consciência, como diria o filósofo e sociólogo Edgar Morin ou de crítica doparadigma dominante  de um certo discurso sobre as ciências como, à sua maneira, fez o sociólogo Boaventura de Souza Santos, preocupado com a ciência que põe a sociedade em risco. Atualmente, podemos escolher entre tantas visões críticas e, se quisermos, conhecer a existência de outras noções sobre o que é a ciência se a entendermos como um dos discursos possíveis sobre o mundo em que vivemos. E também ficarmos atentos às várias definições do termo “tecnologias”, que está em disputa e em processo de pluralização: tecnologias científicas,tecnologias culturais, tecnologias sociais, tecnologias de comunicação e informação.

Diante de tantas plurais e híbridas referências que elenquei nesta aula, como bem criticou o famoso antropólogo Bruno Latour, posso até considerar que, ao invés disso parecer uma crítica eficaz às mazelas da nossa sociedade tecnocientífica, essa reflexão reforce mais ainda um certo discurso cético de que nossa vida intelectual é decididamente mal construída. Ainda mais se for na base da interdisciplinaridade do fast-food-talk-show que nós dá a possibilidade de tratar das vastas temáticas dessas aulas, em poucas horas de um mísero quadrimestre. No entanto, como hoje estou tentando tratar de tudo e mais um pouco que me interessa como pesquisadora num tom de ambiguidade crítica relativamente otimista-pessimista (e não pessimista-otimista!) – para alguns muito pós-estruturalista, para outros de desconstrução (quem me dera!)- torço, ingenuamente e bem iluminista, para que vocês leiam essas ideias e referências linkadas como fonte de questões a serem relacionadas com suas experiências, observações e temas de pesquisa em seus blogs, fazendo novas (des)construções sobre as temáticas que abordamos. Pois, afinal, como educadora no século vinte e um (ou como uma Pandora que apresenta seu post-caixa com novos mitos no seu discurso que não se conforma com os velhos discursos e os usos sociais das ciências, ainda tão em voga nas universidades) tenho o privilégio de poder decidir que a responsabilidade por organizar sua autonomia e seu ritmo para essas leituras em diálogos comigo e com o que você pode pensar, criticar, criar e fazer é totalmente sua.

Tento aprender e fazer aqui a minha parte de criar uma pequena sistematização, como um memorial que pedi a vocês e, quem sabe, consigamos assim ter uma medida do que podem ser as dificuldades e as vantagens incomensuráveis de um “aprender a aprender” e  “aprender a fazer”, mencionados como fundamentos básicos da educação contemporânea no início desse texto… Já o “aprender a ser” e o “aprender a compreender e cooperar” dependerá do que cada um que está envolvido nesse processo vai pensar e criar a partir dessas camadas de palavras apresentadas a vocês: mais uma vez, bom trabalho!

caixa de pandora

http://cienciastecnologiassociedades.wordpress.com/

11/6 – Aula 5

Continuação da Aula 4, memorial acima

A Universidade e o debate e as reflexões “sobre o uso de fita adesiva”

Prezada Profª Andrea, bom dia.
A Prefeitura Universitária, no cumprimento de suas atribuições, reitera o pedido para que não sejam afixados materiais ou conteúdos de aulas em locais não projetados para isso, tais como paredes, portas, placas, painéis, batentes, caixilhos e congêneres. Para tanto, dispomos de displays; esses podem ser solicitados a qualquer momento à equipe de zeladoria da UFABC.  A utilização de fita adesiva de qualquer espécie com essa finalidade acaba por danificar os acabamentos e texturas. Esses danos demandam serviços de limpeza e reparos, geram custos e comprometem a estética. As fotos que seguem anexas (após atividades no térreo do Bloco Beta) ilustram e justificam o nosso pedido reiterado.
Contamos com a sua colaboração, nos mantendo à disposição para auxiliá-la nessa ou em qualquer outra questão que possa otimizar a realização de oficinas e atividades coletivas em áreas comuns de nossos campus universitários.

Atenciosamente,
Ricardo Soares Lima
Subprefeito do Campus São Bernardo do Campo
Fundação Universidade Federal do ABC – UFABC
Bloco Beta – 2º andar
(11) 2320-6050

 

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Prezado Ricardo, conheço as normas, entendo os argumentos e justificativas impostas por um grupo na universidade, porém não concordo com as mesmas e defendo que sejam colados cartazes,avisos, trabalhos e expressões artísticas dos estudantes em qualquer lugar da universidade, a exemplo do que acontece em outras universidades como uma das maiores do mundo onde estudei, a USP, onde existe tudo isso – e talvez exatamente por existirem coisas assim –  saem pessoas formadas como bons profissionais que se preocupam em ver e ler a estética do que está escrito, desenhado, pintado, colado e fotografado, e não na estética da parede sem nada a expressar a não ser um sentido de disciplina e ordem furada que não tem nada a ver com a educação plural e democrática do século XXI que está no nosso projeto pedagógico.

Como educadora, escritora, professora e pesquisara, entendo que trabalhamos com arte, cultura e educação e num local público, não numa empresa ou indústria qualquer ou hospital ou prisão. A estética de uma universidade no Brasil e mundo afora é muito diferente desse padrão imposto por uma visão de um grupo que administra esse local como se fosse uma das indústrias, hospitais ou prisões do ABC paulista. Fiquei surpresa com a falta de visão do que é educação quando retiraram nossos trabalhos argumentando sobre a visita do MEC. São exatamente nossos trabalhos que dão cara de universidade para esse espaço e ninguém fica retirando esse tipo de trabalho das paredes da USP, da Unicamp, da Unifesp, etc!
Todo ano, esse espaço é pintado independente de estar danificado ou não, com recursos públicos que são descontados também direto do meu salário, pois isso já é previsto pela administração. E houve ano que vi ser pintado sem nem precisar fazê-lo apenas para gastar a tinta e justificar esses argumentos burocráticos e essa visão equivocada e unilateral do que não tem mais nada a ver com o que aqueles boa parte daqueles que estudam, ensinam e pesquisam acham que deve ser um espaço educativo e cultural. Eu, os estudantes e outros professores e funcionários da UFABC preferimos que esse espaço educativo tenha os cartazes e as expressões culturais e as marcas de uso e vivência do que deixá-lo com cara de recepção de dentista ou do Poupatempo. esses displays que é a maior burocracia e demora para conseguir usar para uma atividade prática do dia a dia são, além disso, horríveis, péssimos para o tipo de trabalho que fazemos, e ninguém nos perguntou quando foram comprá-los com o nosso dinheiro público se eram adequados e interessantes para nossas atividades. Entendo qual é o trabalho de vocês e espero que entendam também qual é o meu trabalho e o meu ponto de vista, respeitando nossas práticas educativas e utilizando de fato os recursos da educação pública para ocupar os espaços públicos e não deixá-los vazios e inúteis, sem cor ou significado, servindo mais como local de passagem do que de convivência. Se as paredes ficaram assim é porque o que estava nela foi retirado. Se ficassem lá, as pessoas olhariam as estéticas das mensagens educativas, culturais e artísticas e não se a tinta descolou ou não da parede feita muitas vezes com material de péssima qualidade superfaturado para beneficiar as construtoras e outras empresas terceirizadas que exploram o trabalho de pessoas subcontratadas por baixos salários e que poderiam, não fosse essa visão administrativa herdeira do escravismo colonial, serem funcionários públicos da educação e entenderem que a Universidade sempre teve e terá outra cara em seus espaços de vivência, porque nós que trabalhamos e habitamos esse espaço todos os dias pensamos e criamos sobre ele, não apenas passamos por ele e aceitamos as normas que não correspondem com o ambiente cultural e educativo que queremos viver e contruir no dia-a-dia.
Mais uma vez, muito obrigada pela atenção, e qualquer esclarecimento, estou à disposição!
Para maior entendimento das nossas práticas e de nossa perspectiva de trabalho educativo, disponibilizamos o blog da nossa disciplina justifica na teoria e na prática nossas atividades educacionais e culturais e mostra os estudantes estudando e fazendo bons trabalhos aí, ao invés de estarem roubando, (se) matando, (se) destruindo ou fazendo coisas consideradas bem piores: https://identidadesculturas.wordpress.com/
Atenciosamente,
Andrea Paula

 

 

 

Aula 6

Aqui vai uma das referências de práticas discursivas, artísticas e políticas, mencionadas na aula, que criticam discursos em circulação sobre a tecnociência, o desenvolvimento tecnológico e situação ambiental na realidade contemporânea, propondo outras leituras do mundo, por meio da linguagem do cinema documentário:

(texto do youtube)

Por quanto tempo você estaria disposto a usar uma fantasia de super
herói e herdar com ela os seus super poderes? Quanto tempo você
precisaria para corrigir o que você considera uma enorme injustiça?
Um dos integrantes do grupo ativista YES MAN conseguiu fazer um
pouco dos dois em apenas 5 minutos.
A fantasia não era bem uma fantasia, e sim a falsa identidade de um
porta voz da empresa Dow Chemical, responsável por um acidente
químico na Índia que matou milhares de pessoas e comprometeu por
toda a vida a saúde de outros milhares. O disfarce, assumido por Andy
Bichlbaum em um dos noticiários da BBC World — naqueles horários
que todos estão vendo TV, veio acompanhado do poder temporário
de anunciar que a empresa iria liquidar a companhia causadora do
acidente e os 12 bilhões de dólares resultantes da operação seriam
utilizados para o pagamento de assistência médica para as vítimas,
limpeza da área afetada e investimento em pesquisa para evitar
novas ameaças causadas por produtos da Dow Chemical.
Até que a empresa conseguisse desmascarar o herói as avessas e
esclarecer toda a confusão, o falso pronunciamento do YES MAN já tinha conseguido uma queda nas ações da Dow Chemical no valor
de 2 bilhões de dólares. Tudo isso sem passeata, sem violência, sem
bate boca ou troca de farpas. Cinco minutos se apropriando
formalmente do discurso corporativo e de seus meios de
comunicação tão caros, mas deturpando o conteúdo e agindo
segundo crenças completamente banidas do mercado financeiro e
suas corporações. Cinco minutos de camaleão travestido em porta
voz do bem e da justiça. Cinco minutos de guerra e confronto, que
requereram mais coragem e sangue frio que as areias do Iraque ou do Afeganistão.

FILME NA AULA DE CTS:

The Yes Men Fix The World é um Documentário  hilariante sobre dois ativistas políticos que se fazem passar por responsáveis de grandes empresas, grupos e corporações adeptas do culto da ganância e fazem as mais divertidas ações para chamar a atenção para assuntos muito sérios. Desde ir para a televisão  em direto a anunciar o pagamento de bilhões de dólares para reparar um desastre ambiental (fazendo-se passar por um responsável da empresa) ou criar um fato-bolha surreal e apresentá-lo como solução da Halliburton, entre outras, valeu de tudo para colocar em foco as questões verdadeiramente importantes.

Informações
Áudio: Inglês
Legenda: Portugues Pt (Embutida)
Tamanho: 696 MB
Download: Fileserve

Fonte:

http://www.bestdocs.com.br/2011/08/the-yes-men-fix-the-world.html

Divertidíssimo!
Não descartamos a possibilidade dos Yes Men estarem visando fama em suas incursões pelo mundo afora. Mesmo que seja isso, não deixa de ser uma das formas mais interessantes e divertidas de ativismo. Esses homens criam sites de Internet passando-se por outras pessoas, empresas ou instituições com o objetivo de serem convidados para grandes conferências e entrevistas em grandes redes de TV. É nessa hora que o show começa e eles mostram suas garras. Através de verdades e fatos, ironizam o sistema perverso que assola o mundo.
(docverdade)

Download
Filme original (release 2009)
Torrent Legendas pt-br

Edição Especial 2010:
Legendas pt-br

Torrent da versão 2010 pelo site VODO que os produtores disponibilizaram. 

ATENÇÂO: As legendas da versão 2010 foram feitas do em cima filme original (versão 2009) que foi proibido pela justiça norteamericana (que começa 9 min depois da apresentação desse release). Portanto apenas essa parte (da apresentação de 9 minutos) do documentário encontra-se sem legendas.

Agradecimentos a Ivan Teixeira, Osana Cardoso, José Aluísio e Diego Poloni pela indicação e links.

Fonte:

http://docverdade.blogspot.com/2011/05/yes-men-arrumando-o-mundo-yes-men.html

Outras referências interessantes:

artigos da Revista E, do Sesc sobre processos de criação pós-modernos:
http://cienciastecnologiassociedades.wordpress.com/2013/03/11/criacao-pos-moderna/

texto recomendado em aula anterior = primeiro capitulo deste livro:

http://cienciastecnologiassociedades.files.wordpress.com/2011/11/sociedade-em-rede-manuel-castells-gustavo-cardoso-org.pdf

Exposições questionam a poluição em São Paulo

Em “Quase Líquido” e “H2Olhos”, o Itaú Cultural propõe – até 25 de maio – uma reflexão sobre esse problema no rio Tietê e mostra como em outras cidades a realidade é diferente. A instalação de garrafas PET de Eduardo Srur, nas margens do rio, é um dos destaques

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Por Thiago Carrapatoso
Planeta Sustentável – 27/03/2008

O Itaú Cultural sedia duas exposições que têm o meio ambiente como tema de reflexão: “Quase Líquido” e “H2Olhos”. Ambas estão ocupando o prédio da instituição, em São Paulo, até o dia 25 de maio, com entrada gratuita.”Quase Líquido” preocupa-se em provocar o público sobre dilemas, incertezas e vazios que cercam os indivíduos que vivem em metrópoles, como a capital paulista, e precisam conviver com a contradição entre o moderno e os problemas básicos, como a violência, aexclusão social e o meio ambiente degradado. De acordo com o curador da exposição, Cauê Alves, é esse conflito que mostra que a sociedade brasileira ainda não alcançou a modernidade em si.O trabalho do artista plástico Eduardo Srur é um exemplo desse conflito. Srur construiu 20 garrafas PET de 10m de comprimento por 3m de largura e espalhou-as pelas margens do rio Tietê. Os motoristas da marginal, então, poderão ver entre as pontes do Limão e da Casa Verde diversas garrafas coloridas que convidam o público a refletir sobre a poluição do rio. Quem quiser checar o trabalho de mais perto, o Itaú Cultural, em parceria com o Instituto Navega São Paulo, promove excursões agendadas pelo rio. Quando a exposição acabar, as garrafas virarão mochilas que serão distribuídas gratuitamente às escolas públicas da região.Esse não é o primeiro trabalho de Srur sobre o meio ambiente. Ele já fez intervenções urbanas que questionam a mobilidade em São Paulo – pendurando bicicletas entre dois prédios em uma das travessas da avenida Paulista – e a poluição no rio Pinheiros que impossibilita os cidadãos de usufruir algo que era usado como lazer antigamente – soltando caiaques com manequinscorrenteza abaixo.Outro destaque da exposição é o grafiteiro Zezão, que exibe o vídeo “Suco Gástrico”, em que mostra sua experiência com seus grafites azuis nos esgotos e córregos da cidade. Zezão, aos 28 anos, por causa de uma crise depressão, visitou os subterrâneos da cidade pela primeira vez. Foi lá que começou a trabalhar suas intervenções urbanas com pixação e grafite.

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Os grafites azuis de Zezão, que ilustram os esgotos de São Paulo, são tema do vídeo “Suco Gástrico”

Além desses, outros 15 artistas entram na exposição, como Tatiana Ferraz, Louise Ganz, Ana Tavares, Rosângelo Rennó, o mexicano Héctor Zamora e o catalão Martí Perran.Em paralelo ao “Quase Líquido”, no 2º subsolo do Itaú Cultural, há também a exposição “H2Olhos”, em que o fotógrafo e curador Miguel Chikaoka mostra que a água do rio Tietê é limpa em outras cidades. Chikaoka divide a exposição em três partes: H2Olhos no Olho, em que o público pode ver sua imagem refletida por meio de um jardim de olhos d’água; H2Olhos no Leito, no qual o espectador tem a sensação de estar imerso em um rio cheio de peixes; e H2Olhos nas Nuvens, espaço com livros e jogos.

Para saber mais informações sobre as exposições, acesse o site do Itaú Cultural.

Patrícia Santos/AE

Garrafas PET gigantes que fazem parte da instalação criada pelo artista plástico Eduardo Srur, nas margens do Rio Tietê, entre as pontes do Limão e da Casa Verde, zona norte de São Paulo. 26/03/2008

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/eventos/conteudo_274265.shtml